A pergunta que mudou tudo
Numa sexta-feira, Alisson Casagrande chegou em casa com o primeiro salário do setor de engenharia numa multinacional e carne para comemorar com os pais. Ele tinha 24 anos e achava que finalmente havia chegado a algum lugar.
O pai olhou o papel do salário, depois olhou para ele, e perguntou:
"Filho, como é que tu vai comprar uma casa ganhando isso?"
Não era uma provocação. Era uma conta que não fechava. Alisson foi atrás do único dado que faltava: perguntou ao próprio chefe quanto ganhava. A resposta, quase o dobro do salário dele, devia ser o teto de tudo o que ele poderia alcançar ali. Fez as contas de novo. Mesmo subindo de cargo em cargo, levaria até os 50 ou 60 anos para comprar a casa que queria.
Pediu demissão sem outro emprego, sem plano, com apenas uma Brasília 1977 vermelha, a Zuca, como patrimônio. Não era falta de disciplina: ele já acordava às 5h30, trabalhava até as 19h e ainda ia estudar à noite. O problema nunca foi o esforço. Era a certeza de que, mesmo fazendo tudo certo, o resultado já estava definido por outra pessoa.
De vendedor de rua a dono de uma distribuidora
A primeira porta que se abriu foi uma jaqueta vermelha de plástico e um catálogo de motos Honda: o time externo, para quem não tinha experiência. Chovia demais em Caxias do Sul, e nos dias de chuva Alisson praticamente deixava de existir para o negócio.
Depois vieram os colchões. Um chileno o descobriu numa feira, um padrinho da maçonaria chamado Papito o ensinou a se vestir "como se fosse encontrar o amor da tua vida todos os dias", e um homem que ele chama apenas de Senhor D. o expulsou de casa chamando-o de vagabundo, no mesmo dia em que lhe roubaram a Zuca.
Foi ali, sem carro, sem maquete e sem chefe, que ele tomou a decisão que se repetiria em todas as fases seguintes da sua vida: construir sua própria estrutura em vez de depender da de outra pessoa. Entre 2014 e 2018, a distribuidora que ele montou sozinho realizou mais de cinco mil vendas de produtos de alto ticket, batendo de porta em porta.
O primeiro milhão, e quase pifar
Em 2020, no meio da pandemia, Alisson construiu um negócio digital de R$1,3 milhão em receita entre maio e dezembro. Zero funcionários. Nenhum vendedor. Nenhuma equipe de atendimento escondida atrás das câmeras.
Visto de fora, parecia liberdade. Por dentro, ele trabalhava doze, catorze horas por dia. Sendo asmático, no meio de uma pandemia, ele e a esposa Manu pararam as vendas, foram para o México e depois para os Estados Unidos, e ele escreveu uma lista chamada Novo Alisson 2021: não metas de negócio, mas a descrição de quem ele queria ser.
Onde ele está hoje
Hoje, Alisson Casagrande dividiu palco com nomes como Flávio Augusto, Nathalia Arcuri, Thiago Nigro e Maíra Cardi, não por ter o maior faturamento bruto do mercado, mas por operar uma arquitetura que a maioria ainda não sabia que era possível. Alguns dos maiores nomes do mercado digital brasileiro se tornaram clientes dele, justamente para entender como produzir mais sem adicionar estrutura.
Ele mora com a esposa Manu e a filha numa propriedade de aproximadamente 1.300 m² numa cidade pequena, longe de um grande centro. Trabalha cerca de quatro horas por dia. Busca a filha na escola às 17h50 todos os dias. E continua operando o negócio sozinho.
É essa vida, não apenas o número no topo, que ele chama de Grandioso: ter construído algo grande sem ter se tornado pequeno dentro daquilo que construiu.
Alisson Casagrande é o criador do One Person One Million: a tese completa sobre construir um negócio de uma pessoa só a partir de ativos.
Ler a tese completaFale com Alisson
Isso é pra você se pelo menos uma dessas frases soa familiar:
- Você já fatura bem, já provou que sabe o que faz, mas o negócio ainda depende inteiramente da sua presença todos os dias.
- Você já construiu uma equipe grande e sente que, quanto mais ela cresce, menos a vida parece pertencer a você.
Perguntas frequentes
Quem é Alisson Casagrande?
Empresário brasileiro, autor e criador da tese One Person One Million. Já gerou oito dígitos em receita construindo negócios digitais operados solo, depois de anos como vendedor de motos e colchões porta a porta.
O que Alisson Casagrande criou?
A tese One Person One Million: uma arquitetura para construir negócios digitais de sete dígitos operados por uma única pessoa, usando ativos no lugar de uma equipe tradicional.
Como acompanhar o trabalho de Alisson?
Pelo Instagram @alicasa, ou em onepersononemillion.com.br.